3 min de leitura·28 de fevereiro de 2026·Equipe Hub do Mercado

Empresa não pagou meu décimo terceiro: posso processar?

Entenda os direitos de quem sofre bullying no Brasil e saiba como agir. Conheça as leis, busque apoio e denuncie para combater essa violência.

O bullying é uma realidade dolorosa que afeta milhões de pessoas, especialmente crianças e adolescentes, mas também adultos em ambientes de trabalho ou outros contextos sociais. Caracterizado por atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, praticados por um agressor ou grupo contra uma vítima, o bullying pode deixar cicatrizes profundas e duradouras. As consequências vão desde a queda do rendimento escolar ou profissional, isolamento social, ansiedade, depressão, até casos extremos de automutilação e suicídio.

É fundamental compreender que ninguém deve aceitar o bullying como algo normal ou inevitável. Sofrer bullying não é sinal de fraqueza, e sim um ato de violência que exige intervenção. Reconhecer os próprios direitos é o primeiro passo para buscar ajuda e interromper o ciclo de agressão. No Brasil, existem leis e mecanismos de proteção para as vítimas, garantindo que o agressor seja responsabilizado e que o ambiente se torne seguro novamente.

O que você pode fazer agora

Se você ou alguém que conhece está sofrendo bullying, saiba que existem atitudes práticas que podem ser tomadas. Primeiramente, é crucial não se calar. Converse com alguém de confiança – um amigo, familiar, professor, coordenador, gestor ou conselheiro. Compartilhar a experiência é o primeiro passo para externalizar o problema e buscar apoio. Documente os incidentes: anote datas, horários, locais, nomes dos agressores e testemunhas, e salve mensagens, fotos ou vídeos que comprovem o bullying. Essa documentação será valiosa caso seja necessário formalizar uma denúncia.

Em ambientes escolares, a Lei nº 13.185/2015 (Lei Antibullying) estabelece que as escolas devem adotar medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying. Procure a direção da escola ou coordenação pedagógica e apresente sua denúncia, solicitando ações concretas. No ambiente de trabalho, o assédio moral (que é uma forma de bullying) pode ser combatido por meio do departamento de RH, ou, em casos mais graves, através de denúncias ao Ministério Público do Trabalho.

Além disso, é importante procurar apoio psicológico. Um profissional pode ajudar a lidar com os traumas e impactos emocionais do bullying, fortalecendo a autoestima e desenvolvendo estratégias de enfrentamento. Lembre-se, você não está sozinho e não precisa carregar esse peso. Existem diversas instituições e programas de apoio às vítimas de bullying, tanto online quanto presenciais.

Quando buscar um profissional

Buscar um profissional se torna indispensável quando as tentativas de resolução interna não são eficazes, quando o bullying persiste ou se agrava, ou quando a saúde mental da vítima está severamente comprometida. Um advogado especializado em direitos civis ou direitos do consumidor (em casos de cyberbullying envolvendo plataformas digitais) pode orientar sobre as medidas legais cabíveis, como ações de indenização por danos morais ou a formalização de denúncias criminais, dependendo da natureza e gravidade dos atos. Em casos de violência física, o registro de um Boletim de Ocorrência é fundamental.

Psicólogos e psiquiatras são essenciais para o tratamento das consequências emocionais e psicológicas, oferecendo terapia e, se necessário, medicação. Eles podem auxiliar a vítima a reconstruir sua confiança, processar o trauma e desenvolver resiliência. Não hesite em procurar esses especialistas, pois a recuperação plena da vítima é a prioridade.


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