4 min de leitura·28 de fevereiro de 2026·Equipe Hub do Mercado

Empresa não pagou meu 13º salário: como cobrar na Justiça?

Descubra o que fazer se a sua empresa atrasar ou não pagar o 13º salário. Conheça seus direitos e os passos para garantir o recebimento deste benefício.

A chegada do final de ano costuma ser um período de expectativas e planejamento, e o 13º salário é, sem dúvida, um dos pagamentos mais aguardados pelos trabalhadores brasileiros. Esse benefício, garantido por lei, representa uma injeção financeira importante para muitos, seja para quitar dívidas, realizar compras ou investir. No entanto, a realidade nem sempre corresponde à expectativa, e a notícia de que a empresa não pagou ou atrasou o 13º salário pode gerar grande preocupação e frustração.

Sentir-se desamparado e sem saber como agir diante dessa situação é completamente compreensível. Afinal, o 13º salário não é um favor, mas sim um direito adquirido, parte integrante da sua remuneração e fundamental para sua segurança financeira. Ignorar esse atraso ou não buscar seus direitos pode ter consequências sérias para o seu orçamento e bem-estar.

É crucial entender que a lei protege o trabalhador nesses casos. O não pagamento ou o atraso do 13º salário implica em penalidades para a empresa e garante ao funcionário o direito de buscar o recebimento, muitas vezes com correção monetária e multas. Não se desespere; há um caminho a seguir para reverter essa situação e assegurar o que é seu por direito.

O que você pode fazer agora

Diante da falta de pagamento do 13º salário, o primeiro passo é manter a calma e organizar-se. Comece documentando tudo: guarde seu contracheque (se houver), anote as datas de vencimento do pagamento (primeira parcela até 30 de novembro e segunda até 20 de dezembro) e qualquer comunicação da empresa sobre o assunto. Essa documentação será fundamental caso precise comprovar o não pagamento.

Em seguida, tente uma abordagem amigável e formal com a empresa. Você pode procurar o departamento de Recursos Humanos (RH) ou o superior imediato para questionar o motivo do atraso e a previsão de pagamento. Faça isso por escrito, se possível, seja por e-mail ou um memorando interno, para ter um registro da sua comunicação. Muitas vezes, um simples esquecimento ou um problema pontual de fluxo de caixa pode ser resolvido com uma conversa.

Se a conversa não surtir efeito ou a empresa se recusar a pagar, o próximo passo é procurar o sindicato da sua categoria profissional. Os sindicatos têm um papel importante na defesa dos direitos dos trabalhadores e podem intermediar a situação, buscando uma solução amigável ou orientando sobre os próximos passos legais. Eles podem, inclusive, entrar com uma ação coletiva em nome dos trabalhadores afetados.

Outra medida importante é formalizar uma denúncia junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O MTE é o órgão responsável pela fiscalização das leis trabalhistas e pode autuar a empresa, aplicando multas e exigindo o cumprimento da legislação. A denúncia pode ser feita de forma anônima, se preferir, e é um caminho eficaz para forçar a empresa a regularizar a situação.

Quando buscar um profissional

Se todas as tentativas de resolução amigável ou administrativa falharem, ou se a empresa demonstrar má-fé e persistir no não pagamento, é fundamental buscar a orientação de um advogado trabalhista. Um profissional especializado poderá analisar seu caso, orientar sobre os direitos específicos e, se necessário, ingressar com uma ação judicial na Justiça do Trabalho. A ação judicial pode garantir não apenas o pagamento do 13º salário devido, mas também multas, correção monetária e juros pelo atraso, conforme previsto em lei.

Lembre-se que o prazo para cobrar judicialmente o 13º salário não pago é de até 5 anos após a data de vencimento do benefício, enquanto você ainda estiver empregado, ou até 2 anos após o término do contrato de trabalho. Não deixe seus direitos prescreverem. Agir proativamente e buscar a ajuda adequada é o melhor caminho para garantir que você receba o que lhe é devido.


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